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A Origem de Oryelle Martenne

Há nomes que se herdam… e outros que nascem para se tornarem legado.

udo começa com uma mulher: Oryelle, antepassada fundadora da casa. Nasceu nos Estados Unidos, mas a sua vida foi-se tecendo pelo mundo. Habitou o movimento como quem respira: cosia entre cidades, idiomas e tecidos, fazendo seus os países que a acolhiam. Porto e Lisboa, Roma, Paris, Istambul… Em cada lugar deixava uma marca subtil, impressa no seu olhar, numa peça, na experiência íntima do vivido.

Foi em Portugal, durante a sua estadia em Guimarães, que começou a ser reconhecida por uma forma única de «conectar» com as mulheres através das peças que criava. Aí o seu nome começou a ressoar, e a sua reputação cresceu envolta em devoção pelas suas criações em tecido.

Diziam que possuía uma sensibilidade extraordinária, quase intuitiva, para captar as histórias femininas e traduzi-las em costuras. Com o tempo, a sua vida e o seu nome transformaram-se em lenda familiar: um relato transmitido de geração em geração, por vezes adornado, outras fiel aos factos, mas sempre carregado de legado e simbolismo, como um tesouro partilhado.

Entre quem cresceu a ouvir esta história havia uma menina especialmente atenta. Uma menina que, anos mais tarde, adotaria o seu nome como tributo.

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O Atelier · Guimarães, Portugal

Cada ponto que Oryelle bordanarra uma história secreta e únicaOs nossos desenhos relatam amores clandestinosfestas perdidas, tempestades que nunca choverame abraços que duram séculos

Oryelle Martenne

Oporto · Portugal

Querida amiga:

Tenho uma história muito reveladora para te contar:

Na pequena vila de Guimarães, Portugal, onde os sinos repicam a horas imprevisíveis, vivia Oryelle, uma costureira célebre, empenhada em coser recordações e vivências em cada tecido. O seu atelier era diminuto, apenas um quarto com cheiro a café rançoso e a linha acabada de cortar, mas quem ali entrava sentia o tempo abrandar e as linhas flutuarem no ar como libélulas douradas.

Oryelle não tecia de qualquer maneira: ela, e só ela, era capaz de tecer um vestido de voo infinito, capaz de arrancar lágrimas de emoção à mulher que o experimentava, devolvendo-lhe as mais belas recordações da juventude, de amores eternos e incandescentes… E ninguém conseguia explicar como o fazia, porque enquanto as suas mãos marcavam cada ponto de agulha, ela murmurava palavras numa língua que só os tecidos interpretavam.

Os vizinhos começaram a murmurar que Oryelle não cosia apenas peças, mas também destinos, e que nos seus tecidos se podia ler a história de cada alma que passava junto ao seu atelier em Guimarães. Cada peça que saía do seu atelier levava consigo um pedaço de vida, de memória, e algo do milagre que só existia ali, onde a realidade e a magia se entrelaçavam como fios trançados num mesmo vestido.

E assim, entre agulhas que assobiavam canções de jazz e tecidos que cheiravam a terra e chuva, continuou a tecer vidas, recordações e milagres, e o vizinho que a observava a trabalhar jurava que as agulhas flutuavam no ar, como borboletas prateadas dançando ao compasso de um vento invisível e eterno.

É aqui que nasce uma casa criada para ti, mulher Oryelle: a mulher que se esculpiu a si mesma com intenção, com sensibilidade, com a força suave e determinada de quem escolhe cada passo que deseja e atrai.

Em Oryelle celebramos a mulher que honra o seu tempo, a sua essência e o seu caminho vital. A que se reconhece no seu armário como num refúgio: autêntica, seletiva, consciente; que entende cada peça como um símbolo da sua história, um gesto de amor para consigo mesma e um lembrete da sua perpétua e bela transformação.

Cada criação é um tributo à tua autenticidade, projetada com propósito e sem concessões. Desejamos que cada peça não seja apenas uma escolha estética, mas um fragmento da tua essência, uma homenagem íntima a ti mesma, uma carícia ao teu ser inabalável em infinita evolução.

Escolhemos tecidos da mais alta qualidade, com pontos que falam de esmero, dedicação e alma.

Obrigada por nos permitires fazer parte dos teus rituais diários, dos teus silêncios, desses instantes íntimos em que te escolhes a ti. Esta casa nasce para te acompanhar, para vestir a tua luz e para honrar a mulher que se revela em cada um dos teus renascimentos.

Bem-vinda a Oryelle Martenne. Bem-vinda ao teu espaço.

Com admiração e carinho.

A agulha que tece sonhos

A Peça Insígnia

Uma dança entre a aurora e a pele

A Insígnia banhada em ouro rosa

Houve um instante, mesmo antes de o mundo se inundar de ruído, em que o céu não era azul nem negro. Era um matiz proibido, uma mistura de fogo contido e seda líquida. Diz-se que a nossa Peça Insígnia não foi desenhada num estúdio, mas captada nesse preciso segundo da aurora, quando o sol beija o horizonte e a terra responde com um suspiro.

O relato de uma pertença

Não a usas; ela reconhece-te. Ao deslizar sobre a tua peça, o banho de ouro rosa não se sente como metal frio, mas como um eco do teu próprio calor. É a cor de um segredo partilhado, de uma pétala de magnólia ao entardecer, da luz que se filtra pelas cortinas de linho num quarto onde o tempo pára.

Não brilha com a estridência do ouro amarelo nem com a distância gélida do platino. O seu resplendor é onírico, uma luminescência que parece emanar de dentro, como se a peça estivesse viva, latejando ao ritmo da tua própria determinação.

Porquê tu, porquê agora

Num mundo de tendências efémeras e cristais ruidosos, procuras o que permanece. Esta peça é a ponte entre quem foste e a mulher em que te estás a tornar. Uma peça desenhada para ser sentida antes de ser vista.

«Não é uma jóia. É o fragmento de um sonho ao qual decidiste dar forma, permanência e fazê-lo real.»

Uma experiência criada para ti

Quando a luz incide sobre as suas curvas polidas à mão, acontece o milagre: a peça desaparece visualmente para se fundir com a tua peça, deixando para trás apenas um rasto de elegância magnética. É um lembrete constante de que o verdadeiro luxo não grita; sussurra verdades que só tu e quem se aproxima podem sentir e compreender.

A Coleção

Coleção Primavera Verão 2026

Impératrice Élisabeth

Tafetá verde · Elizabeth Taylor · Penumbra de jazz

01 · São Francisco

Constelação das Cidades Oryelle

CidadesSonhosUm só fio

Cada vestido guarda uma cidade, um instante, uma mulher. Desde Guimarães, traçamos os fios que enlaçam Istambul, Roma e Nova Iorque num atlas testemunha de vivências e destinos.

Os nossos tecidos

Selecionamos crepes, cetim e sedas do mais alto valor, procurados em ateliers artesãos da Europa. Cada ponto fala de esmero, de tempo e de alma.

Vestido amarillo de la colección Oryelle Martenne — detalle del tejido

Comunidade Oryelle

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